Os computadores da Apple são computadores iguaizinhos aos computadores que vendem por aí com
Imposto MS.
Vai daí que a Microsoft acha que a Apple cobra Imposto Apple ao não permitir que as pessoas possam optar por ter o Windows nos seus computadores.
Perfeitamente de acordo, mas quem tem telhados de vidro não deveria atirar pedras…
Esta campanha não contesta a pré-instalação de software de sistema operativo num computador. Quem não tiver software nenhum, não quer comprar uma caixa que faz barulho e gasta electricidade, mas sim um computador para realizar determinados objectivos.
Mas quando uma pessoa compra um computador não é informada sobre alternativas viáveis, ou até mesmo mais baratas, à pré-instalação fixada. Acaba sendo inconscientemente forçada a aceitar o Imposto M$.
Contudo a Microsoft, pela pessoa do Director de Tecnologia da Microsoft Ibéria, Hector Montenegro, tenta convencer que quem escolhe a pré-instalação de Windows são os fabricantes OEM consoante a procura de mercado, equacionando os benefícios da pré-instalação de software ao Imposto M$.
Mas os fabricantes OEM têm rígidos acordos com a Microsoft para instalar o seu sistema operativo.
Mas as lojas que vendem os computadores forçam o pagamento do Imposto M$ alegando que só vendem o que o fabricante lhes entrega.
Como se não bastasse o Imposto Microsoft cobrado por cada computador, Steve Ballmer quer
Imposto Microsoft por cada programa que utilize formatos de documentos Microsoft, ou protocolos Microsoft, podendo assim cobrar imposto à concorrência. Ora veja-se o diálogo entre Brad Smith, da Microsoft, e Steve Ballmer:
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A Microsoft
iniciou uma campanha onde diz que as quando for distribuído software que seja interoperável com formatos de documentos ou protocolos da Microsoft, mesmo que não recorra a nenhum software da empresa monopolista:
- As empresas que distribuem devem pagar Imposto Microsoft
- Se a empresa que distribui não tiver pago, os seus clientes têm de pagar Imposto Microsoft
Sob a máscara de não processar os programadores não comerciais de Software Livre (enquanto os insulta chamando de “infractores“, a Microsoft está a exigir aos programadores comerciais, bem como aos seus clientes, que paguem o “devido” Imposto Microsoft:
«companhias que fizerem uma distribuição comercial de implementações destes protocolos poderão obter uma licença da Microsoft, tal como o poderão fazer as companhias que obtenham as implementações de um distribuidor que não tenha tal licença»
Num
artigo na ZDNet, Michaela Alexander da equipa de conformidade com licenças da Microsoft, explica o que um PC sem software (nú) realmente significa (
digitalização de folheto) .
O texto do folheto diz aproximadamente o seguinte:
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